Letras-Eletroverse


Loba


Teus dentes cortam minh’alma,
Tuas garras rasgam meu ser,
Sou uma presa em teus braços,
Quero ser teu pra viver.

Teu uivo triste me cala,
Olho pro céu sem saber,
O que é que a Lua te fala,
Que eu não consigo entender.

Late amor,
Uiva paixão,
Deita comigo,
Rola no chão,
Canta comigo,
Perde a razão,
Dá-me um gemido,
Diz que é tesão.

Teu pelo negro exala
O jeito selvagem de ser.
Ah, esse cheiro de cio,
Adoro te pertencer.

Late pra mim,
Lambe minha mão,
Deita comigo,
Rola no chão,
Brinca com tudo,
Faz o que quer,
E diz que sou eu
Que te faço mulher.

Teus olhos negros profundos
Parados, sem íris, sem nada,
Me falam da tua fome,
A fome de ser amada.

Meu corpo pra ti é abrigo
O teu pra mim é encanto.
E sentada, colada comigo,
A loba segue uivando.

Late amor,
Uiva paixão,
Canta comigo,
Lambe minha mão,
Brinca com tudo,
Faz o que quer,
E diz que sou eu
Que te faço mulher.

Brinca com tudo,
Faz o que quer,
E diz que sou eu
Que te faço mulher.

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Zé Cósmico


Hei, José!
E se você fosse
Muito mais do que é?

E se você fosse cósmico, José?
E se você fosse álmico, José?
E se você visse tudo, José!?

E se você visse a tal ascensão?
E se estivesse a consciência
No seu coração?
Como é que seria, José?!

Não mais mentiras,
Nem mais controles.
Não mais ovelhas,
Nem velhos lobos.

E se você fosse cósmico, José?
E se você fosse álmico, José?
E se você visse tudo, José!?

Nada de medos,
Nada de culpas.
Não mais segredos;
Verdades ocultas.
Limpeza mental,
Desprogramação...
Pra frente total,
Como Um, meu irmão!

Ah, José...
E se você fosse
Muito mais do que é?

E se você fosse cósmico, José?
E se você fosse álmico, José?
E se você visse tudo, José!?

Ah, José...

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Meu Pãozinho Francês


Depois das seis
Vou comer outra vez
Meu pãozinho francês.

Aquele montinho,
No meio um 'córtinho',
Por dentro quentinho,
Uau… que prazer!

Depois das seis
Vou comer outra vez
Meu pãozinho francês.

Não precisa 'manteiga',
Um bom vinho talvez,
Talvez,
Uma pinha colada,
Uma boa risada,
Uma frase rimada:
Nirvana outra vez!

Depois das seis
Vou comer outra vez
Meu pãozinho francês...

Não precisa 'manteiga',
Um champanhe talvez,
Talvez,
Uma pinga’ doçada,
Uma dança colada,
Uma pele roçada,
Nirvana outra vez!

Depois das seis
Vou comer outra vez
Meu pãozinho francês...

Não precisa 'manteiga',
Um bom beijo talvez,
Talvez,
Uma boa pegada,
Uma trança puxada,
Uma perna enrolada:
Nirvana outra vez!

Depois das seis
Vou comer outra vez
Meu pãozinho francês.

Aquele montinho,
No meio um 'córtinho',
Por dentro quentinho,
Uau… que prazer!



Plêyades, na Grécia


Navegar, navegar,
Numa reta perfeita,
Se sentir uma flecha,
Um cometa.

Navegar, navegar,
Até que tudo acabe
Num avião, numa nave,
Feito ave.

Navegar, navegar,
Em velocidade infernal
Num destino espacial
E total.

Navegar, navegar,
Para o ponto distante
Numa rota constante
No horizonte.

Navegar, navegar,
De Nisyros a Creta
Nos mares da Grécia,
Nas Plêiades.

Navegar, navegar,
De Alcione à Maia,
Nos sóis de Soraya,
Na Grécia.

Navegar, navegar,
Dos meus ais aos portais,
Deste filho a seus pais,
Entre astrais.

Navegar, navegar,
Numa reta perfeita
Para o ponto distante,
Num destino espacial
Do vazio de um portal,
Sem espaço sem vento;
Contra o tempo.

Navegar, navegar,
É exato é preciso
É por isso que vivo
A navegar, navegar...



Cosmo-Coração


Há um sentimento em tudo
Que nasce e que cresce,
Que dá fruto
E que cai.

É a consciência, que invade,
É o Cosmo, que arde,
É o Coração a amar!

Um sentimento mudo
Que brilha e irradia
Dos olhos da mãe,
Do filho
E do pai.

Um sentimento de vida
Que salta e que pulsa
Na criança que vem
E no velho que vai.

É a consciência, que invade,
É o Cosmo, que arde,
É o Coração a amar!

Um sentimento que rompe
Com o início e o fim:
É o eterno, é o Todo,
É a fórmula, é o Tudo:
- Uma construção!

Um sentimento profundo
D’além do mundo,
D’outra dimensão:
- Uma conexão!

Um sentimento forte,
Que dá vida à morte
E é uma gota;
E é mais...

É luz que pulsa e repulsa,
No quasar, que é quente,
No sangue, da gente,
Na água, no ar...

É a consciência, que invade,
É o Cosmo, que arde,
É o Coração a amar!

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